Como garantir a empatia no trabalho entre os colaboradores?

Na sua opinião, ter empatia no trabalho é importante? Apesar de a empatia estar relacionada a personalidade, e não as habilidades de um profissional, esse modo de agir é um fator que contribui muito para um ambiente de trabalho saudável, assim como para o sucesso dos negócios.

No momento em que estamos vivendo, a empatia no trabalho está ganhando cada vez mais força. Isso porque é preciso adotar uma nova postura para superar o distanciamento social e garantir que, mesmo de longe, os colaboradores irão se manter engajados e produtivos.

Mas antes de saber como garantir a empatia entre os profissionais, é importante delimitar o que o termo significa.

Empatia: conceito

Antes de entrarmos no mérito da aplicação da empatia no trabalho, definiremos o que é empatia.

Segundo o dicionário Aurélio, empatia é “uma resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva positiva à situação de outra pessoa e não à própria situação”.

Empatia no ambiente de trabalho

A definição de empatia não é algo exato, pois, por se tratar de uma habilidade socioemocional, a compreensão de o que é ser uma pessoa empática, pode inclusive soar de maneira subjetiva, afinal, ninguém é capaz de sentir exatamente o mesmo que outra pessoa.

Sendo assim, podemos caracterizar a empatia como a capacidade das pessoas de se colocarem no lugar dos outros, experimentando suas emoções, pensamentos, e experiências.

Simpatia X Empatia: entendendo a diferença

Apesar de os dois conceitos terem suas similaridades, é importante dizer que a simpatia e a empatia não são a mesma coisa. Entenda o motivo:

  • Simpatia: é o sentimento que temos em relação ao outro, ou seja, é uma sensação exterior, que demonstramos quando gostamos, ou melhor, simpatizamos com algo ou alguém.
  • Empatia: apesar de também ser sentida, a empatia está mais relacionada a algo intrínseco e subjetivo entre duas pessoas, pois é uma sensação ligada a pensamentos e experiências. Basicamente, quando somos empáticos com outra pessoa, é por nos colocar no lugar dele.

É possível sentir empatia e simpatia por uma pessoa, e, geralmente, quando sentimos simpatia por alguém, sermos empáticos fica muito mais fácil. Porém, o contrário é muito difícil de acontecer, pois, quando não se gosta de algo, ou alguém, ter empatia se torna mais complexo.

Empatia no trabalho: sinais de alerta para o RH

Os colaboradores podem dar muitos indícios de que não estão satisfeitos com o trabalho. É importante que o RH fique atento a eles, pois além de prejudicarem a sua saúde mental, os sentimentos negativos influenciam diretamente no desempenho das atividades.

Alguns possíveis sinais são:

  • Falta de comprometimento com projetos de longo prazo;
  • Profissionais estagnados na mesma função e rotinas;
  • Falta de interesse em obter crescimento profissional;
  • Falta de paciência para lidar com colegas e parceiros;
  • Funções delegadas para outras pessoas;
  • Dificuldade em cumprir horários e prazos;
  • Pouca ou nula participação em reuniões;
  • Queda de produtividade refletida em números;
  • Desinteresse em sugerir novas ideias;
  • Uso excessivo de redes sociais e telefone;
  • Reclamações com alta frequência;
  • Demonstração de constante insatisfação.

É importante considerar essas questões porque a falta de empatia no trabalho pode levar ao aumento de demissões. Consequentemente, a empresa pode perder os seus melhores talentos por não estar preparada para lidar com esse tipo de situação.

Uma estratégia que as empresas podem adotar para saber o que acontece com cada um dos profissionais é realizar uma pesquisa de clima organizacional. Desta forma, é possível entender com clareza as expectativas e frustrações relacionadas ao ambiente de trabalho.

Ações de endomarketing também podem auxiliar, como através de encontros informais e dinâmicas em grupo. Em situações como essas, as pessoas se sentem mais seguras para expressar suas emoções.

Como garantir a empatia no trabalho entre os colaboradores?

Existem várias ações que, ao serem adotadas, auxiliam a desenvolver empatia no trabalho e, principalmente, a melhorar o ambiente, tornando-o agradável para todos.

Confira algumas dicas:

Ouça os colaboradores de forma efetiva

comunicação aberta é essencial para criar empatia no trabalho. Quando o colaborador percebe que pode falar o que sente sem medo de julgamentos, ele amplia a confiança em relação ao seu líder e também à empresa.

Logo, incentive sua equipe ao diálogo e ouça com atenção o que as pessoas têm a falar. Leve tudo em consideração, mesmo os menores anseios.

Reconheça o valor das perguntas

Exercitar a empatia no trabalho não significa apenas ser um bom ouvinte. É preciso também fazer as perguntas certas para chegar à raiz do problema. Mas, por que fazer isso?

Quando você questiona um colaborador, demonstra estar interessado pelo que ele está falando e sentindo. Assim, na hora de escolher as palavras, seja o mais específico possível, evitando perguntas genéricas.

Não faça suposições

Um colaborador está mais quieto ou irritadiço do que o normal? Antes que você possa julgar e fazer suposições sobre o seu comportamento, procure entender o que está fazendo com que ele haja assim.

Pode ser que ele esteja passando por problemas em casa; ou, pelo fato de estar atuando home office, talvez esteja enfrentando dificuldades para se organizar. Desta forma, ao invés de imaginar diversos cenários, fale diretamente com o profissional e respeite o seu momento.

Mostre interesse sincero pelas necessidades da equipe

Você ouviu o seu colaborador e fez perguntas coerentes, correto? De nada irá adiantar tudo isso se você não se interessar pelos seus sentimentos e necessidades de forma genuína.

Absorva o que as pessoas falam e contribua de alguma maneira para que sintam melhores e mais satisfeitos.

Reconheça o esforço do seu profissional

Outra maneira de desenvolver a empatia no trabalho é adotando ações de reconhecimento para colaboradores.

Vamos supor que um dos sinais de falta de motivação do seu colaborador era o fato de não ser participativo nas reuniões. Após conversas e ajustes no dia a dia, se ele começar a se sentir melhor e apresentar novas ideias, demonstre a sua satisfação.

Para o colaborador, esse pode ser um grande avanço. Portanto, valorize-o!

Quais as vantagens de um ambiente de trabalho mais empático?

A empatia no ambiente de trabalho pode fortalecer muitos pontos do negócio, desde atividades corriqueiras, até a implementação de novas atividades, e é essencial que as empresas saibam exatamente quais as vantagens que esse tipo de comportamento garante aos negócios.

Vantagens da empatia na rotina de trabalho

Pensando nisso, reunimos a seguir algumas vantagens comuns, que empresas com ambientes de trabalho empáticos costumam notar. Confira!

Redução de absenteísmo

O absenteísmo é um prejuízo organizacional, causado por um padrão de faltas ou ausências excessivas dos profissionais da empresa. Essas ausências podem acontecer por diferentes causas, como doenças, licenças trabalhistas, ou sem nenhum motivo plausível aparente.

A empatia profissional consegue reduzir o absenteísmo das empresas, pois, em ambientes de trabalho empáticos os trabalhadores são estimulados a dividir seus problemas, e isso facilita para que as lideranças consigam identificar:

  • problemas de sintonia entre as equipes;
  • sobrecarga de trabalho;
  • intolerâncias;
  • questões pessoais que afetem o desempenho dos colaboradores;
  • dentre outros motivos.

Com todas essas questões bem identificadas, fica muito mais fácil para os gestores compreenderem as motivações de absenteísmo na empresa, já que ao adotar uma postura empática, a empresa se coloca no lugar dos seus profissionais, e propõe mudanças para diminuir faltas, e até mesmo demissões.

Maior motivação e produtividade

Quando a empatia é estimulada no ambiente de trabalho, impulsionar equipes se torna muito mais fácil, e os resultados são notados tanto no desempenho individual, quanto na produtividade do negócio de maneira geral.

E essa vantagem competitiva pode ser notada tanto interna, quanto externamente, avaliando que essa soft skill pode estar relacionada a equipes, ou na cultura da empresa em sua totalidade, se tornando um fator determinante de motivação e sucesso do negócio.

Alavanca o trabalho da equipe

Utilizar a empatia no trabalho como uma ferramenta para melhorar o relacionamento das equipes, pode ser uma maneira bastante eficiente de alavancar o trabalho de maneira coletiva.

Isso acontece porque, quando as pessoas prezam por um relacionamento agradável, baseado em escuta ativa no ambiente de trabalho, fica muito mais fácil compartilhar opiniões, e gerar decisões com base no que fortalece a equipe.

Além disso, quanto todos os colaboradores são ouvidos, eles se sentem mais úteis e dispostos a compartilhar seus insights sobre suas funções, e isso além de tornar a empresa mais empática, ainda auxilia que as metas e resultados sejam sempre alcançados.

Como promover a empatia no trabalho?

Apesar das vantagens mostradas acima, é muito importante que profissionais que atuam com a gestão de pessoas estejam preparados para estimular o comportamento empático em seus liderados, e, para isso, eles mesmos devem possuir algumas características, consideradas essenciais em líderes empáticos.

Empatia em equipe

Veja a seguir quais são essas principais características.

Escuta ativa

A escuta ativa é uma técnica muito utilizada na gestão de pessoas, e, por meio dessa ferramenta comportamental os profissionais tornam os diálogos muito mais eficientes, já que o lado ouvinte da conversa demonstra real interesse no assunto, ouvindo ativamente todas as informações ditas pelo interlocutor.

Pessoas que têm o hábito de ouvir atentamente, automaticamente podem ser consideradas empáticas, já que o fato de prestar atenção no que o outro diz demonstra verdadeiro interesse em entender o que o outro tem a dizer.

Além disso, a escuta ativa quebra um estereótipo ruim de que líderes só falam e não sabem ouvir, tornando as lideranças muito mais acessíveis, e a gestão de pessoas mais aberta a opiniões.

Esteja interessado e se coloque no lugar do outro

Outra forma de desenvolver empatia no trabalho, é somando a escuta ativa e a capacidade de se colocar no lugar do outro, sem julgamentos, retaliações, ou opiniões desnecessárias.

Apesar do comportamento empático parecer algo fácil de colocar em prática, a verdade é que é muito mais fácil dizer ter empatia, do que verdadeiramente ter comportamentos empáticos.

A promoção da empatia nas empresas deve se basear em comportamentos, decisões e até mesmo expressões, mas, de nada adianta estimular algo que nem todos saibam o que é.

É importante primeiro ter a certeza que os trabalhadores entendem o significado de empatia, e então, estimular que atitudes empáticas façam parte das soft skills dos funcionários, e principalmente do ambiente organizacional.

Tenha controle emocional

Ter empatia no trabalho requer dos profissionais um bom controle emocional, para lidar com as adversidades e opiniões variadas, que podem nem sempre ser coerentes, ou que condizem com o esperado.

Além disso, esse controle também é importante em momentos de desgaste físico, afinal, nem sempre estamos dispostos a participar de um diálogo, mas, numa equipe, as conversas em grupo independem do estado mental de um único colaborador.

Empatia no trabalho: qual o papel da empresa e do RH?

A empatia no trabalho se baseia em uma cultura positiva de desenvolvimento pessoal e profissional, e, empresas que estimulam esse comportamento tem grandes oportunidades de crescer com mais eficiência.

Pensando nisso, é fundamental que o setor de Recursos Humanos dos negócios estejam bem preparados para estimular um ambiente de trabalho harmonioso, que estimule soft skills como a empatia, no intuito de tornar suas equipes mais produtivas e sem grandes problemas ligados ao relacionamento.

Para isso, o RH pode basear suas atitudes considerando as seguintes dicas:

  • acompanhando as necessidades individuais dos colaboradores;
  • estando aberto a feedbacks constantes;
  • sendo paciente;
  • tendo as prioridades do negócio bem definidas;
  • acompanhando a saúde física e mental dos funcionários;
  • dentre outros fatores.

Tendo o hábito de avaliar os pontos citados acima, o RH consegue desenvolver um direcionamento focado em melhorar o bem-estar dos colaboradores, promovendo assim uma cultura mais empática e diversa.

 

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